sexta-feira, 6 de janeiro de 2012




PASSE PELA PONTE!
Todos os anos:
Fazemos promessas
Quebramos promessas
Esquecemos do que prometemos
Prometemos o que não cumpriremos
Mas ao tilintar do relógio, o que será que teremos?
Ao soar o sino, zero hora, me sinto menino
 Vendo meus jovens grisalhos refletidos no espelho
Através de minhas janelas é possível ver, todas as coisas que tento entender
Um futuro bem próximo e um passado presente
Mas o que será que ganharemos de presente?
Vamos em frente!
Pensamos muito no ano que vem, mas como fazemos para embarcar nesse novo trem?
Olhando para o prisma que trás o número 2012 só queremos ir além...
Mas penso que que tal transição é feita de etapas...
Todos nós fazemos planos, projetamos ideias, protelamos projetos, mas de uma coisa estou certo, de que para conseguirmos alcançar a felicidade, é preciso parar e atentar a uma realidade:
Queremos mesmo é ser feliz! Não conseguir atingir tudo aquilo que pretendemos... Pensamos ser isso, pois achamos que sabemos o que é melhor para nós.
Imagine uma grande ponte de madeira, e sob ela um grande e forte rio, que segue infinito...
Creio que o primeiro passo seja nos despojarmos de tudo aquilo que não serve, atrapalha... Falo de coisas amargas, inimizades, falta de perdão, de compreensão, essas coisas fazem mal ao coração. Lance-as no rio e, ele se encarrega de leva-las, nas águas do esquecimento;
Observe por um momento...
Pesque novas esperanças que o tal rio proporciona, grandes peixes saltam por sobre a ponte, trazendo vida;
Prossiga e, após ter se banhado pelas águas que saltam e acariciam, termine a travessia;
E o arco que enfeita o raiar de um novo dia, nos faz pensar e entender o que realmente nos é vital, a ponte é a cruz de CRISTO, o verdadeiro motivo do Natal. (Ribamar Tadeu de Lima)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


Queria Ver-te


Queria ver-te
Ainda que por um momento ter-te
Sentir todo teu calor ao tocar-te
Cheirar teus cabelos e neles embaraçar-me
Beijar-te, Beijar-te, Beijar-te...
E como arte modelar teu corpo

Fazer-me de louco ainda que por um pouco
Para despertar a loucura que há em ti

Despir-me, para mergulhar neste mar que são teus olhos
Afogar-me na tua boca e abrigar-me em teus lábios

Respirar o mesmo ar que respiras
E sussurrar em teus ouvidos
Como quem fecha os olhos e tem uma inspiração

Amar-te até desfalecer-te
Amar-te até desfalecer-me
Ninar-te, só pra ter o prazer de vê-la dormir
E tê-la em meus braços para que eu possa sorrir.


Ribamar Lima

quinta-feira, 13 de outubro de 2011



Quem sou?

Quem sou?
Não se assuste com minha resposta
Ora peso, ora ileso,
Bondade ou maldade
Tristeza e saudade
Mentira ou verdade?

Momento
Pensamento
Sentimento
Ressentimento

Doçura e amargura
Alegria e loucura
Minha mente me tortura

Afinal, quem sou?

Paz ou tormento
Ação e descontentamento
Já não sou eu por um momento

Mas, se amo, amo mesmo!
Não falo isso a esmo
Sei quem sou
E quando digo isso sou eu mesmo.
Na verdade, descubro minha identidade
Quando olho nos olhos da mulher amada
Minha eterna namorada

Quando sinto o calor de seu sorriso
Tão belo que me da paz
Como um paraíso

Quando estou perto dela
Sei quem sou
Pois ninguém sabe ao certo quem é
Faltando-lhe um pedaço...
Estando distante de si mesmo.

Ribamar Lima

sábado, 8 de outubro de 2011



SERVIDÃO

Servidão,
Entre o sim e o não sua escolha
O ser livre decide sobre muitas coisas nesta vida
O estar livre te faz conquista-las.
Já as tem em seu próprio cosmo, seu próprio punho.
Se ainda duvidas da liberdade com a mesma intensidade com que acredito
Ainda necessitas de aprender a servir.

Ribamar Lima

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


ESTRADA
Acreditar numa promessa é como percorrer com minha moto pela estrada para o leste, num fim de tarde de um dia ensolarado, à frente a noite e, no retrovisor um belo entardecer... Sei que lá meu norte está.
Meu sol há de nascer...

Ribamar Tadeu de Lima

sexta-feira, 16 de setembro de 2011



O Algoz

Onde está o algoz?
Alguém o viu?
E o menino que sorria?
Fugiu?
Banzo, banzeiro
A história e um fogareiro
Um homem e um guerreiro
Um velho de alma jovem
Suas lembranças são jovens
Nos detalhes requintados alguém ouviu
A crueldade do algoz que já sumiu
Já sumiu?


Ribamar T. de Lima