sexta-feira, 26 de agosto de 2011



Tilim, Tilim

Tilim, tilim
No tilintar do meio dia alguém sorriu
No tilintar da meia noite alguém chorou
No tilintar da madrugada eu acordei
E o tilim que eu ouvia era o amor
Tilim, tilim, tilim tilim
Eu acordei pensando assim
Eu tilintava por você
Será que você por mim tilim?
Ribamar T. de Lima



terça-feira, 23 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011



Como Uvas

Tentei poetizar, porém não consegui
Tentei achar palavras, rimas...
Mas não as encontrei
Tentei colher uvas maduras, esticando meu braço...
Mas desisti...
Sentei-me e observei quase tudo ao meu redor...
Preparei meu cesto, e...
Quando as frutas resolveram, eu cochilava..
E despertei com o estatelar das tais sobre minha cabeça,
Olhei para o céu e agradeci...
Comi com tanto gosto que sua tinta manchava meus dedos,
E no papel em que os enxugava
Gravaram sua cor, cheiro e sabor
Como se deve ser uma boa poesia,
Despertando os sentidos,
Realidade e fantasia.


Ribamar Tadeu de Lima

sábado, 13 de agosto de 2011





Carvalho de Justiça



Uma árvore nasceu, seu tipo um carvalho; madeira nobre! Na natureza apenas mais uma árvore, para a humanidade a necessidade de seu verde, de sua vida. Para DEUS sua criação.
A árvore cresceu, deu flores e frutos e também serviu de abrigo para pássaros, onde ali fizeram seu ninho, homens descansaram sob sua sombra, bem como seus animais.
Uma criança nasceu: um homem, seu tipo um Rei, homem nobre, filho de carpinteiro de família bem humilde. Para a natureza seu criador, para a humanidade seu salvador e a necessidade de sua vida, morte e ressurreição, para DEUS, FILHO.
O carvalho foi cortado, trabalhado por um carpinteiro, sua sombra acabou os passarinhos foram embora procurar outro abrigo.
O menino cresceu, se tornou homem e a muitos abrigou, protegeu e curou. Foi preso e maltratado, numa cruz foi pendurado; feita do mesmo carvalho que um dia o dera sombra. Estavam ali novamente: juntos!!
Nenhum dos dois reclamou. A árvore ficou sem seu verde, o homem sem sua vida, mas tanto o homem quanto o carvalho deixaram sua lição, do carvalho se fez a cruz e do HOMEM A SALVAÇÃO.


Ribamar Tadeu de Lima

terça-feira, 9 de agosto de 2011



Apatia


Hoje acordei meio apático
Talvez pelo simples fato de ser sistemático
Hoje, serei assertivo, pragmático
Mas por favor!
Não me julguem se acaso amanhã eu estiver sorridente
Meio atrapalhado e prolixo em minhas respostas,
Apresentando sintomas de bipolaridade virando-lhe as costas
Mas não sou volúvel nem volátil
Acredito ser versátil
Pois na vida prefiro a quase tudo me adaptar
A ter aquela velha opinião formada sobre tudo
E em nada me encaixar
Deixando um rastro pela metade
Nem mentira... nem verdade.


Ribamar Lima


quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Obra santa

Não sou santo!
Sou santeiro!
Disse o homem de fala e aparência simples
Talho madeira
Olho as pessoas, a natureza, os animais...
E com muita fé concluo minhas obras
Pego a madeira que já não é mais madeira
Mas pele, osso...
Chega a transpirar, misturando-se ao meu suor
As vezes sangra em minhas mãos, misturando-se ao meu sangue
Mas não sou santo!
Sou santeiro!
E apesar de fazer do toco um “santo”
Não faço milagre, pois não lhe dou vida, apenas minha experiência e inspiração
Se fizesse milagre eu seria santo
Mas sou santeiro!
E os “santos” que faço apesar de não viverem levam um pouco da minha vida.
Moldo o barro
Água e terra
E minhas mãos os modelam conforme meu querer
Faço-lhes bocas, mãos, pés, olhos...
Mas não lhes dou o essencial
O sopro de vida
Apenas os seco ao vento e ao sol
Não sou “santo”
Sou santeiro
Não tenho o poder de tornar alguém ou algo santo
Santeiro é apenas um título
Não um mandato com poderes supremos outorgados do alto
Pode a criatura ser maior que seu criador?
Sou santeiro não santificador!
Quem fez o barro?
A água?
O homem?
Não posso fazer uma de minhas esculturas bater asas e voar como a águia
Nem mesmo cacarejar como uma galinha
Somente fazer com que elas despertem no homem a imaginação
E ele mesmo crie em seu mundo sua própria ilusão
O bem ou o mau estão em suas próprias decisões
E se eu quiser ser santo posso alcançar esta dádiva
Mas por enquanto só sou santeiro
Vivo num mundo repleto de “esculturas” que me levam a pensar, imaginar...
Sei quem as fez e este sim é Santo
E apesar de eu não ser, tenho em mim um pouco de sua vida,
Também derramou seu suor e seu sangue para me dar uma nova forma
Pois aquele que vivificou ao barro se tornou como uma de minhas esculturas
Para que eu me tornasse uma de suas.

Ribamar T. de Lima

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

SÉRIE 13 ANOS - Bodas de Renda

Hoje, minha esposa Thais e eu comemoramos treze anos de casados e, queremos compartilhar parte dessa alegria com vocês, através de alguns textos que escrevi.

DEUS É BOM EM TODO O TEMPO... GLÓRIA SEJA A ELE ETERNAMENTE, AMÉM...